Pacifismo? Sim, em tempos de Paz.

“O Pacifismo é objetivamente pró-fascista. É do mais básico senso comum. Se se dificulta o esforço de guerra de um lado, está-se automaticamente a ajudar o outro. Nem há maneira de ficar de fora de uma guerra como aquela que hoje acontece. Na prática, ‘aquele que não está comigo, está contra mim’.” Explicando as suas próprias palavras, em tempos de 2.ª Guerra Mundial, George Orwell indicava que “desta forma os pacifistas, ao obstruírem o esforço de guerra, estão objetivamente a ajudar os nazis; e desse modo o facto de que eles possam ser pessoalmente hostis ao Fascismo é irrelevante.”

Apliquem isto à invasão da Ucrânia pela Rússia. Todos os que se dizem pacifistas e que defendem o não envio de armas à Ucrânia e que censuram o facto de os Ucranianos pedirem cada vez mais armas, o que estão a fazer é, na verdade, promover a sua rendição incondicional por falta de meios de resposta e a sua consequente obliteração como nação e como povo, como identidade, pelos Russos. Para se conseguir Paz, muita vez é necessária a Guerra. É assim desde o princípio dos tempos. Ser Pacifista tout court, sem olhar às condições em que os conflitos se desenvolvem é, no mínimo, irresponsável. Pior será quando debaixo de um qualquer Pacifismo bonito se escondem motivações ideológicas que pretendem alcançar exatamente aquilo que acima se menciona: a alienação de uma identidade nacional por um invasor que se apoia, sob a capa de uma qualquer Paz, a custas de sangue inocente. Pacifismo sim, em tempo de Paz. Nos tempos que correm, infelizmente, si vis pacem, para bellum.

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